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Notícia • 26/03/2026

Deputado federal Paulo Alexandre Barbosa cobra rigor nas investigações e punição exemplar em escândalos do INSS e Banco Master

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Parlamentar defende CPI e CPMI sem viés político, responsabilização dos envolvidos e devolução de recursos a aposentados e investidores prejudicados

O deputado federal Paulo Alexandre Barbosa cobra, no Congresso Nacional, apuração rigorosa e punição exemplar para os envolvidos nos escândalos que atingiram o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o caso do Banco Master, dois dos episódios mais graves recentes envolvendo suspeitas de fraudes bilionárias no país.

No caso do INSS, apurações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontam que associações teriam realizado descontos ilegais em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024, totalizando cerca de R$ 6,3 bilhões. As entidades ofereciam serviços que, segundo as investigações, não tinham estrutura para cumprir.

Para Paulo Alexandre, o episódio representa um ataque direto à população mais vulnerável. “É um absurdo esse assalto ao dinheiro dos aposentados que lutam a vida inteira para ter um salário que já é reduzido e injusto, e ainda têm que sofrer descontos indevidos fruto dessa roubalheira ”, afirmou.

Aposentados e pensionistas tinham valores mensais descontados como se tivessem aderido às associações envolvidas no esquema. No entanto, as adesões e os débitos não haviam sido previamente autorizados pelos beneficiários.

O parlamentar reforçou a necessidade de atuação firme do Congresso. “Nós assinamos as CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) e as CPMIs (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para apurar esses crimes, punir os responsáveis, colocá-los na cadeia e proteger a melhor idade. Até para que a gente não dê o exemplo de que o Brasil é uma república de bananas”, completou.

Caso Master nos Três Poderes

No caso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central após a identificação de irregularidades financeiras, o deputado destacou a gravidade das denúncias, que envolvem desde a venda de ativos sem lastro até o risco imposto a recursos de fundos de previdência estaduais e municipais. As suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção têm ramificações nos Três Poderes.

Segundo as investigações, a instituição oferecia produtos com rentabilidade fora da realidade do mercado, além de manter operações suspeitas com fundos de investimento e negociações controversas, como a tentativa de venda de ativos ao Banco de Brasília (BRB). Há ainda indícios de que recursos de aposentados e pensionistas foram expostos a riscos elevados.

Paulo Alexandre afirmou que tem apoiado todas as iniciativas de apuração sobre o tema, com a assinatura de pedidos de comissões parlamentares de inquérito. “Sou a favor da investigação completa. Isso não é diferencial, é obrigação de qualquer parlamentar que tenha responsabilidade com o dinheiro público e com as pessoas”, disse.

O deputado também criticou a politização dos casos e defendeu que as apurações não sejam usadas como instrumento de disputa ideológica.

“Não podemos fazer palanque político. Essa ‘cortina de fumaça’ tem interesses próprios. Quem pensa só em si não pensa no coletivo. Não importa se há políticos de esquerda ou de direita envolvidos. É preciso responsabilizar todos, independentemente de partido, cargo ou posição”, afirmou.

Justiça às vítimas e combate sem seletividade

O parlamentar ainda ressaltou a importância de garantir justiça às vítimas. “Muita gente foi prejudicada. Esse dinheiro saiu do bolso de quem guardou suas economias e espera tê-las de volta. Foi roubado e precisa ser devolvido, com punição exemplar aos responsáveis”, destacou.

Por fim, o parlamentar reforçou que o combate à corrupção deve ser amplo e sem seletividade. “A punição não pode ser seletiva. Apareceu escândalo, tem que investigar e punir todos. Ou você tem princípios ou não tem. O Brasil precisa dar uma resposta firme, com responsabilização e devolução dos recursos a quem foi lesado”, concluiu.