Local de afeto na história de Paulo Alexandre Barbosa, Clube Atlético Santa Cecília completa 80 anos
O bairro da Aparecida tem um endereço onde o tempo não passa, ele conversa. Ali, entre fotos amareladas, troféus reluzentes e histórias que atravessam gerações, o Clube Atlético Santa Cecília completa 80 anos como um dos símbolos da vida comunitária santista.
O espaço também mantém memórias afetivas para o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa, que cresceu vendo o pai frequentar o local.
"O Clube tem uma extensa ligação com Santos e também é um lugar com memórias afetivas, porque meu pai sempre visitou esse espaço. Então, me sinto em casa e desejo muito mais vida ao Clube", afirmou o deputado federal, no sábado (28), durante a festa que comemorou mais um ano de funcionamento da instituição.
O Atlético Santa Cecília fez 80 anos com a inauguração do Camarim Paulo Gomes Barbosa, em homenagem ao ex-prefeito, e celebrando sua história e tradição em Santos, além de manter viva a memória do futebol de várzea e a força social do bairro. Para celebrar essa história, foi feita uma noite de baile, com direito a muita música da Banda Brisa do Mar, além do baile com monitores de dança.
História
Fundado em 6 de fevereiro de 1946, inicialmente como Infantil Santa Cecília, o local nasceu da paixão pelo futebol de várzea, aquele jogado com alma antes mesmo de ter arquibancada. Em 1948, adotou o nome atual e passou a consolidar sua identidade esportiva e social na cidade.
Nas décadas seguintes, o Santa Cecília se tornou presença constante nos campeonatos amadores de Santos. O campo era palco de disputas acirradas, mas também de amizades duradouras. Mesmo após deixar de atuar no futebol de campo no fim dos anos 1960, o clube seguiu firme como espaço de convivência, cultura e celebração.
A sede social transformou-se em ponto de encontro para bailes, festas temáticas, eventos beneficentes e comemorações que ajudaram a tecer a memória afetiva do bairro. Para muitos moradores, o clube é mais que uma instituição esportiva, é uma extensão da própria casa.
Em uma cidade marcada por grandes instituições esportivas, o Santa Cecília representa a força do futebol de base e da organização comunitária. Sua história se confunde com a de Santos, mostrando que tradição não depende de grandes estádios, mas de pertencimento.
Oitenta anos depois, o apito inicial ainda ecoa. Não apenas nos gramados do passado, mas na memória coletiva de um bairro que aprendeu a celebrar junto.
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