DataOrla: Lula tem alta rejeição em Santos; Tarcísio e Rogério são bem avaliados
Pesquisa DataOrla realizada entre os dias 27 e 30 de julho mostra como o eleitor santista avalia os governos do presidente Lula (PT), do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Rogério Santos (Republicanos). Também foram avaliados os trabalhos dos deputados federais da região, Paulo Alexandre Barbosa (PSD), Rosana Valle (PL) e delegado Da Cunha (União).
Foram ouvidos 800 eleitores e a margem de erro é de 3,5 pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número SP-06969/2026 e sob o número BR-07838/2026 para avaliação do Governo Federal.
Os trabalhos foram coordenados pelo cientista político Jairo Pimentel, diretor do DataOrla, responsável pelas duas últimas pesquisas eleitorais em Santos que tiveram os maiores acertos.
A avaliação das lideranças políticas em Santos revela um quadro majoritariamente favorável aos nomes vinculados à política local e estadual. Paulo Alexandre Barbosa apresenta o melhor resultado, com 66% de aprovação e 29% de desaprovação, seguido por Tarcísio de Freitas, com 63% e 33%, e Rogério Santos, com 62% e 35%. Rosana Valle também possui capital político relevante, com 58% de aprovação e 36% de desaprovação.
DESAPROVAÇÃO
No campo negativo aparecem Lula, com 37% de aprovação e 61% de desaprovação, e Delegado Da Cunha, com apenas 23% de aprovação, 48% de desaprovação e 28% sem opinião. No caso de Da Cunha, o problema não se resume ao desconhecimento: entre aqueles que conseguem avaliá-lo, aproximadamente dois terços desaprovam sua atuação.
Os resultados também evidenciam uma estrutura territorial de predisposições políticas. A ZE 118 é o principal território de sustentação de Rogério Santos: sua aprovação chega a 72%, reproduzindo a região onde alcançou 59,82% dos votos no segundo turno de 2024. Nas zonas 272 e 273, onde a eleição foi praticamente empatada, sua aprovação é mais baixa e semelhante, de 56% e 57%.
GEOGRAFIA
A distribuição atual, portanto, confirma a mesma geografia observada nas urnas, indicando vínculos territoriais mais duradouros com o prefeito. Paulo Alexandre apresenta padrão semelhante, alcançando expressivos 80% de aprovação na ZE 118, enquanto Rosana Valle possui apoio mais homogêneo entre as três zonas, variando apenas entre 57% e 60%. Resultados de 2024 por zona.
Tarcísio possui uma base territorial mais disseminada, com 66% de aprovação na ZE 272, 65% na ZE 273 e 59% na ZE 118. Seu resultado total em Santos praticamente repete o encontrado pelo Datafolha no Estado, demonstrando que sua força local acompanha uma predisposição estadual consolidada.
Lula apresenta a geografia inversa. A ZE 118 é seu território relativamente mais receptivo, com 45% de aprovação, enquanto o índice cai para 35% na ZE 273 e 30% na ZE 272. Mesmo em sua melhor região, entretanto, a desaprovação permanece majoritária.
Além disso, sua avaliação em Santos é muito pior do que no conjunto do Brasil, onde aprovação e desaprovação estão tecnicamente empatadas, em torno de 48%. Isso mostra que a recuperação nacional do presidente não se reproduz na Cidade.
Em síntese, Santos não possui uma única divisão territorial entre esquerda e direita. A ZE 118 combina maior receptividade relativa a Lula com forte identificação com lideranças locais como Rogério e Paulo Alexandre, demonstrando que o apoio municipal possui autonomia em relação à polarização nacional.
Já as zonas 272 e 273 são mais favoráveis a Tarcísio e mais resistentes a Lula, embora continuem aprovando majoritariamente Rogério. O principal segmento, portanto, contrapõe uma ZE 118 mais municipalista e socialmente popular a um conjunto formado pelas zonas 272 e 273 mais alinhado ao campo estadual e conservador.