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Tá na Midia • 08/10/2026

Torcidas organizadas elegem oito candidatos que apoiaram

Ao menos oito candidatos apoiados por torcidas organizadas de clubes brasileiros da Série A conseguiram se eleger no pleito deste ano. Isso representa um terço dos postulantes que foram apadrinhados pelas agremiações, segundo levantamento da coluna.

Em São Paulo, dos cinco chancelados pela Gaviões da Fiel, a maior do Corinthians, apenas Thiago Surfista (PL) teve êxito. Foi eleito deputado federal com quase 162 mil votos. Já Alex Minduin (PT), Ernesto Teixeira (MDB), Rodrigo Digão (PSB) e Emerson Osasco (PCdoB) não tiveram a mesma sorte.

Já os dois candidatos da Mancha Verde, do Palmeiras, também ficaram de fora. Antonio Carlos Rodrigues (Podemos) não conseguiu a reeleição à Câmara, enquanto Vitão do Cachorrão (Podemos) ficou sem assento na Alesp.

O ativista Thiago Ávilla (Rede), apoiado pela Independente, do São Paulo, foi outro a se dar mal nas urnas. Com 21 mil votos, ficou longe da Câmara.

Já no Santos, os candidatos tiveram desempenho melhor. Caio França (PSB), que fez campanha ligado à Torcida Jovem, se elegeu deputado estadual. Terá como colega Solange Freitas (União), apoiada pela Sangue Jovem. A organizada também emplacou Paulo Alexandre Barbosa (PSD), ex-prefeito de Santos, como deputado federal.

No Rio, as quatro maiores organizadas de cada clube fecharam um compromisso com Benedita da Silva (PT) ao Senado, que perdeu para Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL).

No Flamengo, a Raça Rubro-Negra apoiou o ex-dirigente Marcos Braz (PSDB) e Allyson Elias (PT) , que não se elegeram. Endossados pela Jovem Fla, os irmãos Leonardo Picciani (PV) e Rafael Picciani (União) tiveram destinos diferentes: apenas o segundo obteve vaga na Alerj.

Apesar da bênção da Força Jovem, do Vasco, Edmundo (PSDB) não foi eleito. Já a Fúria Jovem, do Botafogo, emplacou Poubel (PL) na Câmara.

Ex-presidente do Cruzeiro, Sergio Rodrigues (PRD) não conseguiu votos suficientes para a Câmara, mesmo apoiado pela Máfia Azul.

No Sul, Paulo Pimenta (PT) contava com o beneplácito da Guarda Popular, do Inter, mas ficou em quarto na disputa ao Senado.

Na outra ponta do país, no Norte, Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União) foram eleitos senadores com apoio da Remoçada. A organizada do Remo também fez campanha para o presidente do clube, Tonhão, e para Hana Ghassan (MDB), mas a dupla fracassou.